A obesidade é uma condição crônica séria que pode levar a diversas doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Sua identificação precoce é essencial para que medidas eficazes sejam tomadas, garantindo uma melhor qualidade de vida. Com base nisso, os critérios para diagnóstico da obesidade estão sendo ampliados.
O papel do IMC na classificação da obesidade
Calculado dividindo o peso (kg) pela altura ao quadrado (m²), o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido, até o momento, a principal ferramenta utilizada para classificar a obesidade.
Embora seja um método prático e amplamente adotado, o IMC isoladamente pode não ser suficiente para um diagnóstico preciso, pois não leva em consideração outros aspectos da saúde do indivíduo.
Os novos critérios para diagnóstico da obesidade
Um estudo recente publicado pela revista científica Lancet Diabetes & Endocrinology Commission propõe uma abordagem mais abrangente para a definição da obesidade, impactando significativamente a forma como a obesidade passará a ser tratada.
Indo além do IMC, a pesquisa considera 18 sinais clínicos e laboratoriais para avaliar um quadro de obesidade:
1. Dores de cabeça recorrentes, podendo ser acompanhadas de perda de visão;
2. Apneia do sono, marcada por Interrupções da respiração ao dormir;
3. Falta de ar decorrente de dificuldades de expansão do diafragma;
4. Insuficiência cardíaca de fração reduzida, marcada por problemas na contração do coração para bombeamento de sangue;
5. Insuficiência cardíaca de fração preservada, com dificuldades do coração para relaxar, também prejudicando o bombeamento de sangue;
6. Ritmo cardíaco irregular, com palpitações;
7. Hipertensão pulmonar, motivada pela elevação da pressão da artéria que leva o sangue do coração até os pulmões;
8. Trombose venosa, conhecida por provocar coágulos nas veias das pernas;
9. Hipertensão arterial, que é a pressão sanguínea constantemente elevada;
10. Alterações metabólicas, provocando aumento dos níveis de colesterol LDL, de triglicérides ou de glicose;
11. Doença hepática gordurosa, marcada por gordura infiltrada no fígado, capaz de provocar inflamações;
12. Excesso de albumina na urina, indicando que os rins podem estar com desempenho prejudicado;
13. Pequenos e frequentes episódios de incontinência urinária;
14. Em mulheres, menstruação irregular, falta de ovulação e síndrome dos ovários policísticos;
15. Em homens, deficiência de testosterona e baixa produção de espermatozoides;
16. Problemas articulares, sobretudo dores nos joelhos ou na bacia;
17. Linfedema, que é obstrução do sistema linfático, provocando inchaço e dores em alguns membros.
18. Dificuldades em atividades básicas do dia a dia decorrentes da falta de mobilidade.
Obesidade pré-clínica x obesidade clínica
O mesmo estudo diferencia a obesidade pré-clínica da obesidade clínica, sendo importante para definir quando a intervenção médica deve ser iniciada.
No primeiro caso, há um excesso de gordura corporal sem que haja ainda impactos metabólicos evidentes. No segundo, há presença de complicações associadas, a exemplo de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Diante da obesidade é essencial contar com um acompanhamento individualizado e multidisciplinar. No NTCO (Núcleo de Tratamento e Cirurgia da Obesidade), oferecemos um suporte especializado para diagnóstico, tratamento e mudança de hábitos.
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